quarta-feira, 1 de junho de 2011

CANTO DA POESIA

Perdoando Deus – Clarice Lispector



(…) mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão (…)”

CANTE LÁ QUE EU CANTO CÁ

A FORÇA QUE NUNCA SECA – Chico César

Já se pode ver ao longe
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
Que faz o equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força que nunca seca
Pra água que é tão pouca

FAMÍLIA E CODEPENDẼNCIA

A Família e a Co-dependência



Os co-dependentes químicos, são seres humanos, visivelmente afetados, na maior parte das vezes, até fisicamente, pela convivência com um ou mais dependentes químicos. E tem uma enorme dificuldade em pedir e aceitar ajuda.

Os co-dependentes se fazem muitas perguntas:
Se a pré-disposição orgânica para desenvolver o abuso de drogas é do meu familiar, filho ou filha, como é que sou eu que preciso de ajuda ?
É meu marido ou minha mulher quem bebe, porque eu devo me tratar?

Quem é o co-dependente?
É o familiar, o colega de trabalho, o chefe, o amigo, é o vizinho, e todos que procuram remover as conseqüências dolorosas do abuso de drogas do dependente, para e pelo dependente, com a intenção de minimizar ou de esconder o ocorrido, facilitando a vida do dependente químico.

Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para “proteger seu dependente”, visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente.

E o co-dependente que age assim, escondendo os fatos que se constituem numa vergonha para todos por total desinformação, imagina que está ajudando, na realidade está ajudando a que possíveis pedidos de tratamentos e/ou internação sejam adiados.

É o “carrossel da dependência química”: no centro, o dependente químico agindo e ao redor… os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente. O dependente se droga, fica doidão e os outros reagem a sua drogadição e as suas conseqüências, o dependente responde as essas reações e se droga novamente, estabelecendo o carrossel da dependência química.

Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel e de desligar-se emocional mente do dependente, e sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Como os co-dependente conseguirão entrar em recuperação ? Informando-se, fazendo psicoterapia , e sobretudo freqüentando as salas dos grupos de mútua ajuda , o ALANON, NARANON, AMOR EXIGENTE.

A partir da aceitação da co-dependência, realizam o maior ato de amor, conscientizaram-se de que a melhor ajuda e única possível é a mudança de nós. Fortaleceram-se. porque compreenderam, o que não é firme não pode servir de apoio.

Fonte: http://adroga.casadia.org/codependencia/co_dependencia.htm

CANTO DA POESIA

“Há doenças piores que as doenças…” – Fernando Pessoa



“Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós…
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas…
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.”

Fernando Pessoa

PARA A FAMÍLIA

PARA FAMÍLIA
“Na educação de nossos filhos, todo exagero é negativo” (Eugênia Puebla)


Eugênia Puebla é uma professora argentina, especialista em educação em valores humanos. Abaixo segue um de seus textos em que apresenta sua concepção de educação familiar.

Ela não se propõe a a indicar uma receita sobre como devemos educar nossos filhos, mas nos alerta a termos cuidado com os exageros.

Leia o texto de Eugênia e reflita sobre sua experiência como pai, mãe ou mesmo como filho ou filha. Como dosar o cuidado, o afeto e a preocupação com os filhos para que nem falte, nem sobre dedicação?

Deixe seus comentários!



Mensagem à família

(Eugênia Puebla)

Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra…
Ensina-lhe a viver sem porta

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Espiritualidade e codependência

A importância de Soltar-se e Entregar-se a Deus

Diferente de religião, espiritualidade é sentir-se conectado a um Poder Superior. Ele pode ser Deus, Jesus, Alá, o grupo de ajuda, o trabalho voluntário, o Universo, uma Força Maior que faz algo acontecer, que nos faz sentir vivos, protegidos, certos que que "de algum lugar, alguém " cuida de nós, de nossas vidas.
E é para este Poder Superior que precisamos recorrer todos os dias de nossas vidas para nos liberteramos dos comportamentos codependentes.
Precisamos nos superar, precisamos fazer diferente, entregar, acreditar, abrir a mente, sermis mais flexíveis, alegres, deixar a vida nos conduzir e não mais querermos ser quem controla a tudo e a todos.
Solte-se e entregue-se a Deus!
Quanta verdade a sabedoria existe neste lema dos grupos anônimos.
E como é difícil para nós, codependentes, nos soltarmos e nos entregarmos a Deus. Afinal, achamos que temos os controle de tudo, que as coisas tem que ser do nosso jeito.
Quando vamos perceber que de nosso jeito não funciona para entaõ permitir que as coisas sejam do jeito que o Poder Superior planeja para nós. Adianta resistir?
Só por hoje solte-se e entregue-se a Deus. Veja quantas maravilhas acontecem!
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